quinta-feira, 21 de março de 2013

Jogos Olímpicos... Such a ________ experience!!!!!

Eu já participei de dois Jogos Olímpicos: Beijing 2008 e London 2012! E a pergunta que me faço até hoje é: "Por que eu nunca eu tinha ido antes?"

A viagem para Pequim aconteceu graças a um empurrãozinho de uma amiga. Cecília, uma fisioterapeuta que trabalhou comigo no Sarah Macapá e é apaixonada por esportes, fez o convite e praticamente comprou minhas passagens e reservou meu hotel!

Para Londres, foi uma preparação muito maior, com "reserva" de férias antecipada em 4 anos. Ou seja, ao chegar de Pequim comuniquei ao meu chefe minha intenção de participar em 2012. E deu certo! Fui na terra da rainha e acompanhei os Jogos Olímpicos na companhia de Wenlock e Mandeville!
Confesso que na China vivi os 30 melhores dias da minha vida. Muita coisa totalmente diferente e muita emoção. Encontrei e conheci pessoas sensacionais, das quais algumas tornaram-se grandes amigos do coração. Em Londres, o melhor foi o reencontro: com as pessoas, com as emoções, com o esporte... além de poder curtir os Jogos com meu irmão Fernando!
Jogos Olímpicos é a celebração mundial máxima do esporte de altíssimo nível. Contudo creio que seja também o evento de celebração da humanidade, com a presença de diversos povos de todas as tribos, línguas e nações... Não é mesmo somente a vibração e a celebração pelo esporte. Compartilhar e se divertir com o ser humano. Fazer amigos, falar em línguas, ou não falar e ainda assim conseguir rir e brincar. Conhecer culturas e formas de encarar a vida, as coisas. Esse mural abaixo traz fotos de Beijing-2008 e vejam bem que pouco tem de esporte propriamente dito. Jogos Olímpicos é muito além de esporte!
Quem já me leu por aqui ou me conhece pessoalmente sabe da minha paixão pelo esporte. E viver a experiência de presenciar os melhores atletas do mundo representando seus países e buscando alcançar o máximo de desempenho na sua modalidade é algo fantástico, sem palavras! Presenciar recordes, vitórias, superação, medalhas, pódios e hinos, se for brasileiro então...
Mas também, compartilhar essas emoções com amigos ou mesmo com desconhecidos torna a experiência olímpica muito mais real e concreta. Lembro que em Pequim eu me vi torcendo loucamente pela seleção holandesa de pólo aquático junto com outros holandeses que pouco conseguíamos nos comunicar. Ou de quando vibrei como gol do meu time quando um húngaro (ou algo do gênero) bateu um recorde mundial no arremesso de peso.

E não foi nada diferente em Londres. Viver com o povo londrino, indiano, os chineses de novo, os brasileiros e muito mais! Seja na abertura no Hyde Park ou nos intervalos de eventos dentro do Olympic Park foram experiências humanas demais! E não somente pelas pessoas também, mas o lugar, o clima e os efeitos especiais!
Em Pequim passei por uma situação bem diferente. Estava sozinho numa partida de basquete feminino do Brasil e a cada ponto eu vibrava, como bom brasileiro! Em todos os ginásios chineses, tinha algo próximo de "cheerleaders" responsáveis por fazer a torcida torcer, seja com músicas, gestos ou sei lá o quê... Diante do meu entusiasmo no meio de muitos chineses na minha arquibancada, uma das cheerleaders veio me convidar para fazer a animação da torcida. Hesitei, mas logo topei e em pouco tempo estava ensinando os chineses a cantar: LeIêô, Brasil! A gente dava muita risada e todos parecíamos velhos amigos celebrando em uma partida de basquete em que o placar pouco importou! Mas a festa, aaahhh, essa valeu!
Eu acredito que ter experimentado dias olímpicos, e tê-los vivido com intensidade acrescentou ainda muito mais na minha paixão e no meu interesse pelo esporte. Não entendo como alguém pode hoje viver sem demonstrar um mínimo gosto por praticar esporte, nem que seja por acompanhar esportes...

Os próximos Jogos Olímpicos serão em nosso país, mas somente em 2016! Fiquei me perguntando enquanto redigia se seria possível novamente sentir o espírito olímpico enquanto aguardamos os Jogos. E descobri que, em uma escala menor, eu tenho buscado isso quando leio sobre esporte, quando ligo a TV e assisto a uma programação esportiva de qualidade e muito mais ainda quando vou até um ginásio ver o time de basquete de Brasília, ou acompanhar os treinos da seleção brasileira de natação em Brasília...

Sei que muitos eventos estão acontecendo como preparação para os Jogos Olímpicos. E são eventos de qualidade em diversas cidades do Brasil. Além dos campeonatos nacionais de basquete, voleibol e outras modalidades... Enquanto escrevo sei que está acontecendo no Rio de Janeiro a Copa do Mundo de Pentatlo Moderno, com os melhores do mundo competindo em nosso território.

A minha intenção é propagar o esporte, tentar difundir que cada vez mais as pessoas pratiquem uma vida saudável através da atividade física, buscar contribuir para que também tenham acesso a informação esportiva e até incentivar que as vocês acompanhem na televisão e principalmente estejam presentes nos estádios e ginásios.

Sentir e buscar esse espírito olímpico, depende também de cada um de nós.
Eu creio que seja possível.

E agora, você completa a lacuna do título...

domingo, 17 de março de 2013

Quando começar? E quando parar?

Não tenho a menor pretensão em tratar de forma científica e minuciosa a respeito da fisiologia e aspectos biomecânicos ou maturacionais da prática esportiva para crianças ou no envelhecimento. Imagino que mais do que artigos científicos ou citação de fontes respeitadas, alguns exemplos e reflexões bastam para iniciarmos um diálogo.

O ano está começando e muitos pais estão à procura de "escolinhas" de futebol, natação , ballet ou ginástica artística para seus filhos. E observamos que esse fenômeno acontece mesmo para crianças muito pequenas, ainda com seus 3 a 4 anos. Existe algum erro nisso?

De forma alguma! Na verdade, nada melhor para um pequeno que participar de aulas estruturadas e coletivas em um tatame com desafios motores e aventuras imaginárias.

Ou um bebê interagindo com seu pai, brinquedos e outros bebês em uma piscina quentinha...


Contudo, temos visto muito mais que isso. Pais que depositam a esperança de um futuro melhor e milionário nas mãos, nos pés (no corpo?!?) e no talento esportivo de seus filhos. E disso surgem cobranças excessivas e sonhos distantes da realidade. Tudo bem, sonho não precisa ser nem perto da realidade, já que é sonho mesmo! E se assim for tratado como...

Mas a criação de "meninos prodígios", especializados em gestos motores específicos e focados em tornarem-se astros esportivos de sucesso internacional em uma modalidade esportiva pode prejudicar de maneira definitiva o desenvolvimento adequado de uma criança, seja no seu aspecto motor como também em questões sócio-afetivas.

Muito recentemente surgiu na mídia um garoto de 11 anos que fora aprovado em testes no Barcelona. A proposta era mudar-se para a Catalunha e viver longe de sua família para jogar futebol.

O sonho de Cassiano quase tornou-se realidade. Mas seu pai, Sr. Tiquinho, foi contrário a essa proposta:

"Eu penso primeiro como pai, minha ideia não é ficar exibindo meu filho por ele jogar no Barcelona, ser jogador. Quero acompanhar o crescimento dele. Se ele não se tornar um jogador, ele pode ser um médico ou advogado" (leia a notícia).

Essas palavras, vindas de um pai que acabara de voltar da Espanha e ter seu filho comparado ao Messi! Difícil hoje em dia não?

Alguns meses atrás tive acesso a um vídeo de uma criança com 6 anos de idade, que participava de forma demonstrativa de Torneios de Fisioculturismo, tendo sido sempre muito incentivado por sua mãe. Certo ou errado?
Acho que a pergunta feita no título poderia ser diferente. Quando começar e quando parar o quê? E porque? Isso sim faz mais sentido. Pois dependendo do que almejamos para nós ou para nossos pequenos ou idosos podemos direcionar a resposta de uma forma mais adequada e segura.

Em uma viagem na China, presenciei um fenômeno impressionante. Vejam o vídeo:
Acredito que esse jovem atleta não deve ter menos de 70 anos. E o local nem era um Centro de Treinamento ou qualquer coisa do gênero. Na verdade essa cena foi vista em um parque, onde vários outros idosos faziam peripécias bem parecidas.

Ficou muito famoso também um vídeo recente de uma senhora de 86 anos praticando ginástica artística. Ela relata que o seu sonho é participar da festa de abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016.
Na tentativa de responder às novas perguntas que fiz, muitos poderiam afirmar com veemência que esses tipos de atividades não caberiam a homens e mulheres dessa idade. Do mesmo modo que uma criança fazendo bodybuilding também não parece ser correto.

Certamente esse idoso chinês e a senhora da paralela tiveram um histórico físico-desportivo que permite a execução e a prática desse tipo de atividade até hoje sem prejuízos à sua saúde, inclusive com vários benefícios e talvez o maior deles relacionado com o bem-estar e o prazer! Porque motivo deveriam parar se a prática lhes faz bem ao corpo e à mente e ainda proporcionam a eles maior qualidade de vida e uma grande satisfação pessoal?
Imagino que não existe uma idade para interromper a prática de esportes, nem mesmo para aprender uma nova modalidade. No entanto, devem ser respeitados alguns aspectos muito importantes relacionados ao desenvolvimento do ser humano.

Existem atividades mais adequadas para cada faixa etária, principalmente quando falamos de crianças e de desenvolvimento infantil. Não adianta insistir com um bebê que ele não vai aprender a jogar tênis de mesa ou realizar exercícios ginásticos na argola. Nesse sentido é que devem ser respeitadas as etapas motoras e emocionais da criança, de acordo com o nível maturacional do sujeito.

A preocupação dos pais é real e justa, mas muitas vezes percebemos que os pais, de forma até mesmo inocente, buscam comportamentos motores em suas crianças para os quais ela ainda não está preparada. Observamos em escolinhas e campeonatos infantis uma cobrança exagerada da família numa especialização precoce, tanto na aprendizagem de um gesto motor perfeito, como na obtenção de vitórias a qualquer custo, sendo que os próprios pequenos ainda não entendem aspectos importantes do jogo e da competição.

Na verdade não existe uma idade determinada para ingressar na prática de atividades motoras, nem existe também um momento certo para interromper essa prática. Mas devemos estar conscientes e atentos para que os bebês participem de atividades específicas de bebês, crianças brinquem com gestos motores e na sua capacidade de aprendizagem e participação, assim como jovens e adultos sejam incentivados naquilo que lhes dá prazer e respeite suas condições físicas.

Procure sempre a orientação com um professor de educação física. Converse com os professores do seu filho e busque entender o que realmente é o melhor na etapa do desenvolvimento em que ele se encontra.

Boas práticas... E se você tiver um vídeo ou um exemplo interessante a respeito do que conversamos aqui, não deixe de nos enviar nos comentários abaixo.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Promoção Guigo Lopes e Cioccolateria


Você pratica mesmo uma atividade física de forma regular?

Então está merecendo um prêmio Kit Festa da Cioccolateria!

Clique no link abaixo para saber como participar...

Sorteio de Kit Festa da Cioccolateria

E boa sorte!!!!

terça-feira, 12 de março de 2013

Um pouco de muito: Guilherme Costa, paratleta de tênis de mesa

Um pouco de muito! é um espaço no Blog para conversarmos um pouco com algumas pessoas que são muito! que já fizeram pra caramba, que têm demais da conta pra ensinar e pra compartilhar.

O formato que escolhemos para isso foi uma EnTWITTERvista (respostas curtas em poucos caracteres) e depois abusarmos um pouco mais do nosso convidado a partir das respostas dadas.

Com vocês, Guilherme Costa!
Antes de começar, conta pra gente qual o seu nome, sua idade e onde você mora?
Guilherme Marcião da Costa, 21 anos. Moro em Brasília /DF.

Em sua opinião, por que você acha que está sendo entrevistado?
Suponho que seja pelos meus resultados e por ser amigo íntimo do Gui (hahaha).

O que você mais gosta de fazer na vida? E o que você realmente faz?
Gosto de Jogar Tênis de Mesa. Graças a Deus faço o que amo e sou atleta paraolímpico de tênis de mesa.

Qual o fato mais marcante na sua vida? E por quê?
Como atleta, sem dúvida nenhuma foi o fato de ser campeão Brasileiro em 2011. Eu provei para mim mesmo onde eu poderia chegar se eu quisesse. Nosso potencial é limitado por nós mesmos. (nota do autor: e olha que o cara já desfilou numa abertura de ParaPanAmericano!)

Você é estudante? Ou já trabalha? Ou os dois? Conta um pouco sobre isso.
Sim estudo Direito e estou no 6º período. Sou atleta profissional e atualmente vivo disso. Gosto de aprender um pouco de tudo e com certeza o direito abriu muitas portas para mim.

Você é solteiro? Casado? Namorando? Por quê? E quem é a pessoa que está junto contigo, caso não seja solteiro?
Estou solteiro, por opção.

Qual ou quais esportes e atividades físicas você já praticou? Qual você pratica hoje em dia? E por quê?
Natação, rugby e tênis de mesa. Hoje sou atleta paraolímpico da seleção brasileira de tênis de mesa, pois amo este esporte.

Como e quando você se interessou pelo esporte, de modo geral?
O esporte me escolheu, pois foi observado meu talento na reabilitação no Hospital Sarah e lá recebi os primeiros incentivos para praticá-lo.

O que significa o esporte na sua vida?
Realização pessoal, busca da excelência, desafio, felicidade e parte da minha liberdade.

Você tem alguma meta esportiva para 2013?
Conseguir a vaga para participar do mundial em 2014

Se você recebesse 250 milhões de reais para investir em esporte, o que você faria?
Investiria na base, sem dúvida nenhuma.

Nesse fim de semana, nosso atleta conquistou a medalha de bronze na Copa Norte-Nordeste-Centro Oeste pela etapa de Brasília... Mas no mês passado, Guilherme Costa recebeu a notícia da convocação para novamente integrar a equipe que vai representar o Brasil no Parapanamericano de Tênis de Mesa, que acontece em Julho, na cidade de Piracicaba/SP e será a competição classificatória para o Mundial de 2014. E o sonho de conseguir a vaga está mais próxima...

O começo da carreira de paratleta de Guilherme Costa aconteceu em um Centro de Reabilitação. Ele nunca havia praticado o tênis de mesa antes da sua lesão e conhecia somente o ping-pong, tendo praticado somente como diversão e ele mesmo relata:  "era muuuuuuuuuito ruim".
Mas não demorou e ele já estava despontando no esporte... quer dizer, na primeira competição em que participou (Campeonato Brasileiro de 2007), após somente 2 semanas de treino, ele só "tomou pau" nas palavras dele... Mas com muito treino conseguiu melhoras no seu jogo e viu sua carreira deslanchar.

Guilherme hoje treina pela Academia Rizzone, já participou de 11 competições internacionais e conquistou seis medalhas nesses torneios. E isso porque ele começou a praticar a modalidade fazem somente cinco anos.

Mas muito mais que medalhas ou competições, para um adolescente que nunca tinha viajado para fora do Brasil e hoje já conheceu 8 países, o esporte tem sido fundamental em sua vida, contribuindo na sua condição física, social e cultural.
E Guilherme é o tipo de atleta que, apesar de nos contar que vive do esporte, deixa a vida seguir em outras áreas... Além de treinar e cuidar do seu físico, ainda mantém uma rotina intensa de estudos, palestras, ensaio da banda e aproveitar suas amizades.
E dá tempo de conciliar tanta coisa? Palestras, estudos, esporte? Ano passado ele ainda inventou de participar de um espetáculo montando por um grupo de cadeirantes de Brasília.

Guilherme nos contou também que nesse ano tem diminuído um pouco a rotina e buscado focar um pouco mais no esporte. Mas tem um prazer enorme quando é convidado para dar palestras. E parece que ele tem maior jeito mesmo. Ou qual seria o motivo dessas crianças estarem tão atentas?
Sobre as palestras, nosso comunicador manda essa: "faço simplesmente por amor. Sei que não sou melhor do que ninguém. Só tento passar para as pessoas as coisas que aprendi a custo de muita dor. Para que elas aprendam por outros caminhos a dar valor para quem está do meu lado, a ter paciência, disciplina, responsabilidade e principalmente respeito."





Agora que já estamos encerrando, será que o Guilherme Costa quer explicar pra gente o apelido dele: Nemo? Essa é contigo aqui nos comentários Gui...

quinta-feira, 7 de março de 2013

Mulher: Campeã Mundial (de tudo e de todos)

Claro que a tirinha faz uma brincadeira sobre o assunto e nem mesmo revela a verdade sobre o tema relação homem-mulher nas diferentes fases da vida.



Mas "eu fico com a pureza da resposta das crianças...". Oferecer uma bola de presente demonstra todo o interesse ingênuo e apaixonado pela guria. E, no meu ponto de vista, sinaliza o aspecto principal do nosso post: a participação da mulher no esporte.

Essa semana vimos notícias da primeira mulher a participar de testes para NFL (seria um tipo de inclusão reversa?)

Lauren Silberman tentou impressionar os chefões das grandes equipes de futebol americano dos EUA, ciente do regulamento que permite a participação de qualquer pessoa na Liga Profissional.

Ela saiu lesionada da "peneira" sem alcançar seu objetivo mas cravou: "eu poderia ter sido a primeira mulher a entrar na NFL, mas espero não ser a última a tentar".

Muitos questionam o regulamento que abre brecha para presença de mulheres nesse esporte "truculento". Confesso que sou temeroso quanto a isso, tendo em vista o porte físico dos atletas da modalidade e também muito consciente das diferenças físicas já comprovadas entre homens e mulheres. Claro que existem exceções, mas no alto nível as exceções são bem reduzidas. 

Mas falar da força da mulher no esporte também tem um sentido metafórico de grande inspiração. Essa desproporção física entre homens e mulheres, nesse aspecto, parece ter ficado na idade da pedra. Ou nem lá, de acordo com esse registro histórico!
Ou não foi forte a mulher Maria Esther Bueno? Que nas décadas de 50 a 70 atuou com destaque no tênis mundial, ganhando títulos e honrarias que até hoje nenhum atleta brasileiro alcançou nessa modalidade. Foi a melhor do mundo em 1959 e 1960, entrou no Hall da Fama do Tênis como melhor atleta em 1964. Conquistou os 4 Grand Slams num mesmo ano atuando em duplas. Enfim, quando o tênis não era nem mesmo  calçado esportivo no Brasil essa mulher ganhava destaque internacional.
Os Jogos Olímpicos de Londres em 2012 trouxeram uma marca inédita: pela primeira vez todas as delegações contavam com atletas mulheres. 
Mas nem sempre foi assim. Somente nos Jogos Olímpicos de 1932 em Los Angeles que tivemos a primeira mulher brasileira e primeira sul-americana como parte da delegação. 

Será que não foi muito forte a jovem Maria Lenk, com 17 anos ao embarcar num navio cargueiro com mais 66 homens atletas? E de onde saiu a força para quatro anos depois embarcar rumo aos Jogos Olímpicos de Berlim e treinar num tanque improvisado no navio? E apresentar um estilo inovador entre as mulheres, sendo a única a nadar o borboleta... E continuar nadando assim com vigor já idosa.
Uma frase dessa jovem atleta ao encerrar os sua participação nos Jogos Olímpicos de 1932 demonstra a importância do esporte e da presença feminina: "Voltei de Los Angeles convicta da importância do esporte para o desenvolvimento das nações."

Imagino que Maria Lenk teria um sorriso no rosto com a estatística de Londres/2012 e a participação de tantas mulheres nos esportes. Independente de credos, religiões, portes físicos, condições políticas ou partidárias... 
E o que falar das atletas que já passaram aqui pelo blog?

Quem se lembra da força da Danielle Nobile, que mesmo recém acidentada decidiu não se abater e seguir em frente praticando esportes, de que forma fosse!

E ainda da Aline Rocha, campeã da São Silvestre na categoria cadeirante, sem nunca antes ter treinado uma distância tão grande e de ter aceitado participar da prova somente para divulgar ainda mais o esporte paralímpico em sua região!

E o que falar de uma mulher que vai a três Jogos Paralímpicos e conquista 3 medalhas? Assim foi com a Edênia Garcia. Que no início da carreira pegava 4 ônibus pra treinar e sofria com as dificuldades de falta de adaptações. Forte ou não?

Mas quero citar ainda a Thayla Fernanda, uma jovem linda e dedicada que descobriu uma capacidade mesmo diante da maior dificuldade de sua vida. Ela aprendeu (ou reaprendeu) a nadar mesmo com limitações motoras de uma tetraplegia. Hoje ela é independente na piscina e conquistou três medalhas de prata na etapa Sul-Sudeste do Circuito Caixa Loterias!
Na boa? Se fôssemos nos recordar de todas as grandes musas do esporte, ou as "meras"  praticantes de atividade física ainda teríamos muitas histórias... as meninas do voleibol, na praia, Fabíola Molina na natação, a dupla Paula e Hortência no Basquete e outras mulheres "normais" mas surpreendentes nos seus feitos!
Acredito que já estou sendo injusto em citar as que citei e não escrever a relação completa das mulheres que desfilam nas quadras, nos campos, piscinas, pistas, arenas, corridas de rua, academias e estádios...

Muitos dizem por aí que as mulheres vão dominar o mundo... ou já tomaram conta e ainda não nos demos conta. No esporte, não tenho dúvida que em muitos sentidos elas já ocuparam um lugar de muito destaque!

De qualquer modo, tem sido motivo de grande alegria e orgulho acompanhar o desenvolvimento e a inserção da mulher nos ambientes esportivos pelo mundo afora.

Que dominem! Que conquistem! Que encantem!

Estaremos prontos para aplaudir e sorrir...

Obrigado pela beleza e pela força.

Parabéns pelo Dia Internacional da Mulher!



terça-feira, 5 de março de 2013

Promoção Guigo Lopes para o Dia da Mulher!


Está chegando o Dia da Mulher e já lançamos nossa promoção!

Você pode ganhar um agasalho ou uma dessas três camisetas esportivas exclusivas do Esporte Clube Pinheiros! 

Basta visitar nossa fanpage e compartilhar a foto da promoção!

Além disso, deixa por lá uma frase com as palavras: Esporte e Mulher!! As quatro frases mais criativas ganham os prêmios.

Ah, os homens também podem participar. E se ganharem, já têm um presente de qualidade para impressionar sua mulher!

Aqui nesse post estaremos deixando as frases concorrentes.

Um abraço e corram atrás dos prêmios.

To aqui assistindo o Globo Esporte
E o tempo tá se esgotando
Hoje é o Dia da Mulher
Blog do Guigo bombando

Quero presentear minha mulher nesse dia
Com a blusa do Pinheiros, as mina pira!
Os marmanjos também podem participar
Melhor correr que o tempo vai se esgotar!

Liane Melo:
Não preciso de desculpas, por ser mulher, para manter a forma...
Pratique esporte! Você também PODE!
Sou mulher e amo esporte!

Ana Elisa Neves:
A mulher de amanhã será eternamente grata a você, mulher de hoje, por ter praticado esporte com regularidade

Deborah Corte:
Ser mulher e ser forte, heroína e ainda ter tempo de praticar um esporte!
Ser mulher e ser linda, é ser vitoriosa e ainda ter tempo de praticar um esporte!
Ser mulher e ser mãe,o que já é praticar um esporte!
Ser mulher é isso tudo e ainda conseguir te
mpo de praticar um esporte!
Eu amo ser mulher e estou precisando amar algum esporte!


Stela Pena:
mulher é esporte, dedicação e superação!!! mesmo assim eu queria feriado!!

Christiane Ramires:
Ser amiga, mãe, companheira, atleta, irmã, namorada, confidente, ser de tudo um pouco! Esse é o esporte da mulher!

Carla Maia:
O importante não é ganhar e sim competir. Mas se do dia da mulher, vc que pratica esporte, entra em uma disputa (ainda mais contra andantes) e sai vitoriosa, é demaaaais!!! 

André Dantas:
O esporte que a minha mulher mais pratica é aquele de correr atrás dos sonhos, vencendo as lutas que aparecerem pela frente com muito amor e fé em Cristo! Eu ia dizer que o esporte que ela mais pratica é o de correr atrás de mim e do Caleb, mas estaria mentindo!.

domingo, 3 de março de 2013

WimBelemDon - Tênis e Inclusão Social

Hoje é o Dia Mundial do Tênis! E presto minha homenagem conversando com vocês sobre tênis, mas principalmente sobre transformação de gente!

Faz um tempo conheci um projeto social que utiliza o esporte como forma de inclusão e educação (não é a inclusão reversa que eu comento de vez em quando!). Na verdade, não estive em nenhum evento do projeto, nem troquei idéia com qualquer idealizador ou profissional do projeto. Simplesmente vi um vídeo e tive a curiosidade em conhecer um tanto mais através do site.
O Projeto Wimbelemdom - Educando com o Tênis foi criado no ano 2000 (pouco depois do primeiro fim do mundo e antes do segundo fim do mundo) em um bairro da Zona Sul de Porto Alegre - RS. Quem quiser conhecer mais pode entrar no site do projeto.

A proposta iniciou com a preocupação de um fotógrafo em Porto Alegre - RS com as crianças do bairro onde ele residia, Belém Novo. O projeto começou então numa quadra de tênis abandonada nesse local e por isso o nome surgiu como um trocadilho com o torneio  de tênis mais famoso do mundo.
Atualmente o projeto conta com vários parceiros e originou uma ONG, principalmente para adaptar-se às questões de legislação e recebimento de verbas para sustento. E tem até um torneio que se chama "Rolando o Arroz", que já contou com a presença de vários atletas brasileiros do tênis, como Guga, Fernando Meligeni e outros.

A missão do projeto é: "Através do ensino do tênis, integrado à leitura e à complementação escolar, facilitar o desenvolvimento de habilidades e atitudes em crianças em situação de risco social que lhes permitam participar ativamente da sociedade brasileira."

Preciso confessar pra vocês que sou muito fã de projetos esportivos em que a prática do esporte não é o fim em si mesmo. Onde o que importa não é formar futuros campeões e medalhistas olímpicos, mas sim dar condições de participação ativa na sociedade. Mas não somente grandes projetos, "simples" aulas de educação física ou ainda "apenas" conversas entre professores a respeito do tema sempre me empolgaram.
Acredito muito no poder transformador do esporte. Diversos aspectos da aprendizagem e do jogo colaboram nesse sentido tais como as questões da superação, da persistência, da existência de regras, da infração à regra e as consequências disso.

O jogo coletivo e também a existência de um adversário, assim como a necessidade de se impor, mas principalmente de respeitar são condições inerentes ao esporte que se refletem na vida. E que somente com intencionalidade educativa e pedagógica do professor podem transformar a aula de educação física, de esporte em um momento de formação do cidadão.

Resta a nós professores estarmos atentos a esses princípios e à nossa atuação. Estudar e aprimorar nossos conhecimentos a respeito do esporte e do ser humano que está em nossas aulas (em nossas mãos...).

Cabe às famílias cobrarem dos professores o exercício da profissão no sentido de oferecer o máximo aos seus filhos e crianças.

Mas também é importante a compreensão dos responsáveis que o gesto motor de um campeão pode muito bem começar na formação do caráter e no ensino dos princípios do esporte e do jogo. Vemos muitas vezes pais que não sabem torcer para seus filhos nos campeonatos e familiares que cobram dos professores uma postura de técnicos da NBA ou da Seleção Brasileira. Mas isso pode virar um novo post!

Parabéns ao povo do Projeto Wimbelemdom pelo excelente trabalho realizado.

Que sirvam de exemplo para outros, mas principalmente que continuem fazendo a diferença no local onde vocês estão.