Mostrando postagens com marcador Paixão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paixão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de março de 2013

Jogos Olímpicos... Such a ________ experience!!!!!

Eu já participei de dois Jogos Olímpicos: Beijing 2008 e London 2012! E a pergunta que me faço até hoje é: "Por que eu nunca eu tinha ido antes?"

A viagem para Pequim aconteceu graças a um empurrãozinho de uma amiga. Cecília, uma fisioterapeuta que trabalhou comigo no Sarah Macapá e é apaixonada por esportes, fez o convite e praticamente comprou minhas passagens e reservou meu hotel!

Para Londres, foi uma preparação muito maior, com "reserva" de férias antecipada em 4 anos. Ou seja, ao chegar de Pequim comuniquei ao meu chefe minha intenção de participar em 2012. E deu certo! Fui na terra da rainha e acompanhei os Jogos Olímpicos na companhia de Wenlock e Mandeville!
Confesso que na China vivi os 30 melhores dias da minha vida. Muita coisa totalmente diferente e muita emoção. Encontrei e conheci pessoas sensacionais, das quais algumas tornaram-se grandes amigos do coração. Em Londres, o melhor foi o reencontro: com as pessoas, com as emoções, com o esporte... além de poder curtir os Jogos com meu irmão Fernando!
Jogos Olímpicos é a celebração mundial máxima do esporte de altíssimo nível. Contudo creio que seja também o evento de celebração da humanidade, com a presença de diversos povos de todas as tribos, línguas e nações... Não é mesmo somente a vibração e a celebração pelo esporte. Compartilhar e se divertir com o ser humano. Fazer amigos, falar em línguas, ou não falar e ainda assim conseguir rir e brincar. Conhecer culturas e formas de encarar a vida, as coisas. Esse mural abaixo traz fotos de Beijing-2008 e vejam bem que pouco tem de esporte propriamente dito. Jogos Olímpicos é muito além de esporte!
Quem já me leu por aqui ou me conhece pessoalmente sabe da minha paixão pelo esporte. E viver a experiência de presenciar os melhores atletas do mundo representando seus países e buscando alcançar o máximo de desempenho na sua modalidade é algo fantástico, sem palavras! Presenciar recordes, vitórias, superação, medalhas, pódios e hinos, se for brasileiro então...
Mas também, compartilhar essas emoções com amigos ou mesmo com desconhecidos torna a experiência olímpica muito mais real e concreta. Lembro que em Pequim eu me vi torcendo loucamente pela seleção holandesa de pólo aquático junto com outros holandeses que pouco conseguíamos nos comunicar. Ou de quando vibrei como gol do meu time quando um húngaro (ou algo do gênero) bateu um recorde mundial no arremesso de peso.

E não foi nada diferente em Londres. Viver com o povo londrino, indiano, os chineses de novo, os brasileiros e muito mais! Seja na abertura no Hyde Park ou nos intervalos de eventos dentro do Olympic Park foram experiências humanas demais! E não somente pelas pessoas também, mas o lugar, o clima e os efeitos especiais!
Em Pequim passei por uma situação bem diferente. Estava sozinho numa partida de basquete feminino do Brasil e a cada ponto eu vibrava, como bom brasileiro! Em todos os ginásios chineses, tinha algo próximo de "cheerleaders" responsáveis por fazer a torcida torcer, seja com músicas, gestos ou sei lá o quê... Diante do meu entusiasmo no meio de muitos chineses na minha arquibancada, uma das cheerleaders veio me convidar para fazer a animação da torcida. Hesitei, mas logo topei e em pouco tempo estava ensinando os chineses a cantar: LeIêô, Brasil! A gente dava muita risada e todos parecíamos velhos amigos celebrando em uma partida de basquete em que o placar pouco importou! Mas a festa, aaahhh, essa valeu!
Eu acredito que ter experimentado dias olímpicos, e tê-los vivido com intensidade acrescentou ainda muito mais na minha paixão e no meu interesse pelo esporte. Não entendo como alguém pode hoje viver sem demonstrar um mínimo gosto por praticar esporte, nem que seja por acompanhar esportes...

Os próximos Jogos Olímpicos serão em nosso país, mas somente em 2016! Fiquei me perguntando enquanto redigia se seria possível novamente sentir o espírito olímpico enquanto aguardamos os Jogos. E descobri que, em uma escala menor, eu tenho buscado isso quando leio sobre esporte, quando ligo a TV e assisto a uma programação esportiva de qualidade e muito mais ainda quando vou até um ginásio ver o time de basquete de Brasília, ou acompanhar os treinos da seleção brasileira de natação em Brasília...

Sei que muitos eventos estão acontecendo como preparação para os Jogos Olímpicos. E são eventos de qualidade em diversas cidades do Brasil. Além dos campeonatos nacionais de basquete, voleibol e outras modalidades... Enquanto escrevo sei que está acontecendo no Rio de Janeiro a Copa do Mundo de Pentatlo Moderno, com os melhores do mundo competindo em nosso território.

A minha intenção é propagar o esporte, tentar difundir que cada vez mais as pessoas pratiquem uma vida saudável através da atividade física, buscar contribuir para que também tenham acesso a informação esportiva e até incentivar que as vocês acompanhem na televisão e principalmente estejam presentes nos estádios e ginásios.

Sentir e buscar esse espírito olímpico, depende também de cada um de nós.
Eu creio que seja possível.

E agora, você completa a lacuna do título...

domingo, 17 de março de 2013

Quando começar? E quando parar?

Não tenho a menor pretensão em tratar de forma científica e minuciosa a respeito da fisiologia e aspectos biomecânicos ou maturacionais da prática esportiva para crianças ou no envelhecimento. Imagino que mais do que artigos científicos ou citação de fontes respeitadas, alguns exemplos e reflexões bastam para iniciarmos um diálogo.

O ano está começando e muitos pais estão à procura de "escolinhas" de futebol, natação , ballet ou ginástica artística para seus filhos. E observamos que esse fenômeno acontece mesmo para crianças muito pequenas, ainda com seus 3 a 4 anos. Existe algum erro nisso?

De forma alguma! Na verdade, nada melhor para um pequeno que participar de aulas estruturadas e coletivas em um tatame com desafios motores e aventuras imaginárias.

Ou um bebê interagindo com seu pai, brinquedos e outros bebês em uma piscina quentinha...


Contudo, temos visto muito mais que isso. Pais que depositam a esperança de um futuro melhor e milionário nas mãos, nos pés (no corpo?!?) e no talento esportivo de seus filhos. E disso surgem cobranças excessivas e sonhos distantes da realidade. Tudo bem, sonho não precisa ser nem perto da realidade, já que é sonho mesmo! E se assim for tratado como...

Mas a criação de "meninos prodígios", especializados em gestos motores específicos e focados em tornarem-se astros esportivos de sucesso internacional em uma modalidade esportiva pode prejudicar de maneira definitiva o desenvolvimento adequado de uma criança, seja no seu aspecto motor como também em questões sócio-afetivas.

Muito recentemente surgiu na mídia um garoto de 11 anos que fora aprovado em testes no Barcelona. A proposta era mudar-se para a Catalunha e viver longe de sua família para jogar futebol.

O sonho de Cassiano quase tornou-se realidade. Mas seu pai, Sr. Tiquinho, foi contrário a essa proposta:

"Eu penso primeiro como pai, minha ideia não é ficar exibindo meu filho por ele jogar no Barcelona, ser jogador. Quero acompanhar o crescimento dele. Se ele não se tornar um jogador, ele pode ser um médico ou advogado" (leia a notícia).

Essas palavras, vindas de um pai que acabara de voltar da Espanha e ter seu filho comparado ao Messi! Difícil hoje em dia não?

Alguns meses atrás tive acesso a um vídeo de uma criança com 6 anos de idade, que participava de forma demonstrativa de Torneios de Fisioculturismo, tendo sido sempre muito incentivado por sua mãe. Certo ou errado?
Acho que a pergunta feita no título poderia ser diferente. Quando começar e quando parar o quê? E porque? Isso sim faz mais sentido. Pois dependendo do que almejamos para nós ou para nossos pequenos ou idosos podemos direcionar a resposta de uma forma mais adequada e segura.

Em uma viagem na China, presenciei um fenômeno impressionante. Vejam o vídeo:
Acredito que esse jovem atleta não deve ter menos de 70 anos. E o local nem era um Centro de Treinamento ou qualquer coisa do gênero. Na verdade essa cena foi vista em um parque, onde vários outros idosos faziam peripécias bem parecidas.

Ficou muito famoso também um vídeo recente de uma senhora de 86 anos praticando ginástica artística. Ela relata que o seu sonho é participar da festa de abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016.
Na tentativa de responder às novas perguntas que fiz, muitos poderiam afirmar com veemência que esses tipos de atividades não caberiam a homens e mulheres dessa idade. Do mesmo modo que uma criança fazendo bodybuilding também não parece ser correto.

Certamente esse idoso chinês e a senhora da paralela tiveram um histórico físico-desportivo que permite a execução e a prática desse tipo de atividade até hoje sem prejuízos à sua saúde, inclusive com vários benefícios e talvez o maior deles relacionado com o bem-estar e o prazer! Porque motivo deveriam parar se a prática lhes faz bem ao corpo e à mente e ainda proporcionam a eles maior qualidade de vida e uma grande satisfação pessoal?
Imagino que não existe uma idade para interromper a prática de esportes, nem mesmo para aprender uma nova modalidade. No entanto, devem ser respeitados alguns aspectos muito importantes relacionados ao desenvolvimento do ser humano.

Existem atividades mais adequadas para cada faixa etária, principalmente quando falamos de crianças e de desenvolvimento infantil. Não adianta insistir com um bebê que ele não vai aprender a jogar tênis de mesa ou realizar exercícios ginásticos na argola. Nesse sentido é que devem ser respeitadas as etapas motoras e emocionais da criança, de acordo com o nível maturacional do sujeito.

A preocupação dos pais é real e justa, mas muitas vezes percebemos que os pais, de forma até mesmo inocente, buscam comportamentos motores em suas crianças para os quais ela ainda não está preparada. Observamos em escolinhas e campeonatos infantis uma cobrança exagerada da família numa especialização precoce, tanto na aprendizagem de um gesto motor perfeito, como na obtenção de vitórias a qualquer custo, sendo que os próprios pequenos ainda não entendem aspectos importantes do jogo e da competição.

Na verdade não existe uma idade determinada para ingressar na prática de atividades motoras, nem existe também um momento certo para interromper essa prática. Mas devemos estar conscientes e atentos para que os bebês participem de atividades específicas de bebês, crianças brinquem com gestos motores e na sua capacidade de aprendizagem e participação, assim como jovens e adultos sejam incentivados naquilo que lhes dá prazer e respeite suas condições físicas.

Procure sempre a orientação com um professor de educação física. Converse com os professores do seu filho e busque entender o que realmente é o melhor na etapa do desenvolvimento em que ele se encontra.

Boas práticas... E se você tiver um vídeo ou um exemplo interessante a respeito do que conversamos aqui, não deixe de nos enviar nos comentários abaixo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Preparação física para noivas


Hoje foi publicado um texto de minha autoria no blog Virou Casamento, que ajuda noivas nos preparativos para o casamento. Nunca fui noiva, nem nunca me casei. Mas já acompanhei vários amigos e amigas nessa jornada.

Como professor de Educação Física sempre questionei alguns aspectos dessa preparação das noivas, principalmente relacionadas à perda de medidas para "caber" no vestido. Ficou até feio o termo não? Assim como é feio também entrarmos numa cultura corporal de uma estética insana e "perfeita", muitas vezes às custas da saúde e baseada em maneiras milagrosas e ultra-rápidas.

Todos vão concordar comigo que parece ser impossível organizar uma festa de casamento em 3 ou 4 semanas, contando nesse tempo o principal, que seria arrumar um noivo (seria mesmo o principal?).

Igualmente terão que concordar que o milagre do "corpo perfeito" para o "vestido perfeito" também não parece ser fácil e rápido de ser conquistado. Receber orientação e acompanhamento de um profissional especializado parece ainda ser o caminho mais efetivo para alcançar os melhores resultados.

Leiam o texto e divirtam-se:


Ah, e estamos disponíveis para te ajudar na preparação para o seu casamento.

Entre em contato conosco e acrescente em sua equipe "multidisciplinar" para o casamento um profissional de educação física.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Jambo Rosa e Novas Tecnologias

Ontem estive com meu vô Silas e minha vó Normina na chácara. Sempre é muito bom ir pra lá. Uma comida sensacional, um carinho de vó bem gostoso e um clima pra lá de especial pra dar aquela cochilada depois do almoço... Fora o cafezinho e as guloseimas todas.

Mas ontem dois fatos me chamaram a atenção:

Fato 1: Meu avô é um pastor presbiteriano, com mais 60 anos exercendo essa missão e profissão. Um homem que criou os filhos (dele e dos outros) dentro da Igreja, nos caminhos do Senhor. E por esse motivo ele e minha vó passavam mais tempo dentro da igreja do que em casa... Como estão morando na chácara, fazem alguns anos que deixaram de frequentar a igreja local de forma regular. Mas....

Fato 2: A comida da minha vó não tem igual. O Tutu que ela prepara, o pé-de-moleque, a cocada, o bolo de cenoura com cobertura de chocolate, o pão de queijo, a geléia de jabuticaba e diversos outros tipos de doce. Desculpa, mas é covardia contra a concorrência. Ontem após o almoço ela trouxe um doce diferente. Enquanto a gente provava e se deliciava ela foi explicar que doce era. "Jambrosa é o nome. Tem um monte na chácara que a gente quase perde... Eu nunca soube pra que servia essa fruta e dava sempre pras vacas!" Até que...

A continuação das duas histórias tem um aspecto em comum.

Meus avós têm 87 e 84 anos de idade. A solução para meu avô continuar participando das atividades da igreja tem sido acompanhar os cultos online lá da Igreja. Meu tio normalmente deixa tudo pronto e ele só liga o computador. Ontem o sistema de transmissão tinha dado problema e provavelmente eles não poderiam acompanhar o culto. Entretanto, o velhinho não está brincando em serviço não. Ele aprendeu a procurar outros cultos online... E foi assim que ele contou que participou de outro culto, de outra igreja. Confesso que fiquei imaginando a cena dele digitando no google "culto online" e procurando.
Quanto à sobremesa da minha vó, ela terminou contando como descobriu que dava pra fazer doce daquela fruta "desconhecida". Primeiro que eu nunca imaginei que minha vó não conhecia qualquer fruta do mundo! Ela é expert nesse assunto! Mas para fazer o doce, ela buscou ajuda de uma tia para pesquisar na "internet" uma receita. ããã? Como assim? Minha vó tá fazendo receita de doce da internet??? Confesso que fiquei muito espantado com essa situação e nem sei se o doce estava tão bom assim depois que descobri a fórmula secreta do doce de "jambrosa".
Quando meus avós cresceram e aprenderam sobre a vida não existia nada nem parecido com internet. Quer dizer, parece que rolavam altos "chats" nas pracinhas e varandas. Mas era só isso!

Mas vem cá! O que tudo isso tem de relação com esporte para eu gastar tanto tempo aqui?

Semana passada foi anunciado pela FIFA que, na Copa das Confederações em 2013 e na Copa do Mundo de 2014, poderá acontecer a maior inovação do mundo futebolístico depois que a bola de couro foi substituída por material sintético.
A entidade máxima do futebol autorizou o uso de chip dentro da bola para confirmar a marcação de um gol, ou não, nos casos em que os árbritos, os bandeirinhas e os auxiliares de linha de fundo (ufa!) não tenham percebido o que de fato aconteceu. O sistema é simples, com um chip na bola, sensores nas traves e um receptor de sinal com o árbitro.
Todavia qualquer inovação no futebol encontra forte resistência não somente por parte dos dirigentes mas até mesmo de jogadores, técnicos, jornalistas e torcedores. Muitos afirmam que a pureza do futebol pode estar se esvaindo pela linha de fundo... Outros tantos, entretanto, defendem com veemência a inclusão de outras tecnologias como o uso de vídeo, replay e tira-teima em determinadas situações.

Na história do futebol muita coisa aconteceu que foi determinante para várias modificações, culminando nessa liberação da bola inteligente. Quantas injustiças foram assinaladas. Quanto choro, quanto assunto em rodas de bate-papo esportivo! Os ingleses sabem bem disso...
Minha opinião sobre o assunto?

Confesso que continuar comendo o doce de leite e o pé-de-moleque da minha vó me satisfariam bastante! Mas não ter provado do doce de jambrosa certamente faria falta.

Obrigado tecnologia! E que venham novas mudanças...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Recreação, lazer e educação (ou a falta dela)!

Quem ficou em Brasília no Carnaval parece não ter se arrependido... Eu particularmente não fui em nenhum bloquinho, nenhum clube ou festa. Mas o que se ouvia por aqui foi quanto ao sucesso do Carnaval na capital federal.

A cidade estava repleta. Em todos os lugares tinha muita gente. Nos parques, na Água Mineral, no Lago Paranoá, nos clubes e nas festas... ah, principalmente nas festas!

Ontem estava conversando com um amigo e ele contava que teve programação de sexta-feira à noite até ontem a noite, sem parar. E que ele quase não sentiu falta do Carnaval do Rio de Janeiro.

Mas, ainda mais legal que isso, percebi ao conversar com uma amiga hoje enquanto corria no Parque da Cidade. Ela relatava que passou o Carnaval com os filhos (realmente eu vi várias fotos dela com a criançada no facebook) e que não faltou programação para os pequenos. Mesmo em bloquinhos de rua, ela encontrou um ambiente agradável e seguro para curtir com a criançada fantasiada. Assim como muitos outros pais e mães...
Ponto positivo para nossa cidade!

E pelo que ouvi nas rádios e nos jornais, esse ano pode ser um marco do Carnaval de Brasília... Fiquei imaginando que daqui uns anos vai ter gente vindo do Brasil inteiro para curtir os blocos de rua na nossa cidade.

Um dos locais preferidos e mais utilizados nesses dias foi o Eixão. Um espaço amplo, de fácil acesso e com grama e árvores muito próximo. Teve trio elétrico, bandinha, camelôs e muita, muita gente!! Ao que me consta, diversos pontos do Eixão foram pontos de encontro e partida de alguns blocos de carnaval.

Sou muito fã do Eixão do Lazer, programa de incentivo à recreação e lazer do brasiliense que ocorre todos os domingos. Certamente que esse programa poderia ser melhor estruturado, mas o fato de liberar nossa grande avenida para a população caminhar, pedalar, patinar ou até mesmo não fazer nada é sensacional!

Do mesmo modo que não vejo problema algum em utilizar esse espaço para outros eventos, tais como corridas, shows e carnaval. No entanto, fico profundamente triste com o que vejo após esses grandes eventos.

Na segunda-feira fui pedalar no Eixão e fiquei muito assustado com o odor fétido (cheiro de mijo mesmo!!!) e a quantidade de lixo ao longo da pista. E, para piorar, grande parte desse lixo eram pedaços de garrafas de vidro quebradas.

Sinceramente não acredito que a população brasiliense não tenha capacidade de brincar seu carnaval sem deixar um rastro tão nocivo de lixo. Será que as crianças que estão aprendendo a pular um carnaval de forma segura e divertida também estão aprendendo tais práticas?

Enquanto pedalava eu tive medo de avariar minha bicicleta com a quantidade de vidro no chão. E sabia também que no dia seguinte, terça-feira de carnaval, o Eixão seria novamente fechado para mais um dia de lazer e festa. Naquele mesmo chão repleto de sujeira muitas famílias levariam suas crianças para aprender a andar de bicicleta, outros arriscariam um passeio de patins... Mas rodeados de lixo e vidro!

Eu pensei que a música do xixi que a Rede Globo veiculou semana passada fosse completamente desnecessária! Na verdade ainda acredito que seja... Mas parece ao mesmo tempo ser um lembrete necessário a um povo que reclama por seus direitos, que têm educação e cultura de sobra, mas insiste em aproveitar ao máximo sem preocupar-se com alguns limites.

Enfim! Parabéns ao povo de Brasília que curtiu o Carnaval fazendo uma festa bonita e saudável... Mas da próxima vez, vamos cuidar do que é nosso, com mais cuidado!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

E o Prêmio "HoHoHo" de Esportista do Ano goes to...


... PAPAI NOEL!!!!

Uma colega de trabalho estava me contando que, no ano passado, não teve escapatória e contou pra sua filha de 6 anos que Papai Noel não existia... Alguns outros comentaram que conseguiram esconder o fato por mais ou menos tempo. Mas eu pensava que hoje em dia as crianças já nasciam sabendo que Papai Noel não existe!

Na minha época de criança era diferente. Sinceramente, não me recordo quando deixei de acreditar em Papai Noel. Talvez foi perto dos 16 a 18 anos, quando os presentes que pedia já não chegavam mais e que mesmo passando a noite acordado próximo à árvore de Natal o velhinho barbudo não dava sinais de vida...

Independente dessa mentira natalina, o bom velhinho é um cara simpático e que não está aí para fazer mal a ninguém. Vamos deixar as crianças brincarem de Papai Noel...

Mas esse espaço é pra gente conversar sobre esportes. E um fenômeno que acontece todo ano em diversos locais do mundo são as corridas natalinas, com tema de Papai Noel. Ou seja, os corredores devem se fantasiar com os trajes característicos para participar da corrida.

Esses eventos acontecem nessa época do ano em várias cidades. De Recife-PE, com um grupo de 80 corredores visando arrecadar donativos para comunidades carentes, até Liverpool na Inglaterra, onde a corrida é organizada anualmente e parece ser o maior evento dessa natureza. Nesse ano de 2012 tiveram aproximadamente 8.500 Papais Noéis (é esse o plural de Papai Noel?) correndo pelas ruas da cidade.

Existe inclusive o recordista de maratona vestido de Papai Noel. O inglês Paul Simons completou os 42km no tempo de 2h55m50s e tem seu feito registrado no Guinness World Records 2013.
Mas esse Papai Noel tem se mostrado um grande esportista. Porque temos visto pelo mundo que não é só na corrida de rua que ele se aventura.

Em Maryland, nos Estados Unidos, existe um festival há 23 anos em que diversos Papais, Mamães e Filhos Noéis desfilam sobre as águas com esquis puxados por lanchas e jet-skis.

E nem é só no esqui aquático que esse velhinho manda bem! Vemos nesses dias o Papai Noel radicalizando seja em cima da água ou bem abaixo....
 
No Japão, uma grande estação de esqui oferece entrada grátis para quem acrescenta em seu material de esqui o paramento oficial do Papai Noel. O espetáculo nas montanhas brancas faz qualquer criança (adulto?) voltar a acreditar nessa Lenda e ficar lá embaixo esperando que um daqueles vermelhinhos seja o autêntico Papai Noel que inesperadamente vai trazer o presente dos sonhos.
Eu ainda acredito nesse Papai Noel que sai de casa, põe uma fantasia e vai curtir. Que pode ser diferente, mas é igual para todo mundo, em todo o mundo.

Eu hoje acredito nesse Papai Noel que de toda e qualquer forma tenta ser feliz e não se esconde no pólo norte, não viaja em renas voadoras e só entra pela chaminé das casas quando as crianças estão desacordadas. 

Acho que dá para acreditar no Papai Noel que cuida da sua saúde e participa de ações sociais e ecológicas enquanto incentiva jovens e crianças a acreditarem também, não na lenda, mas na realidade e no prazer de praticar um esporte, uma atividade física. No Papai Noel que sabe a importância de manter uma vida saudável, sustentável e  não mede esforços para se divertir com o OUTRO.

Mas falar de Natal não é só Papai Noel.

Muito acima desse personagem, eu acredito no Natal de Jesus Cristo (alguns dizem que Ele foi o primeiro surfista do mundo ao andar por sobre as águas do Mar da Galiléia).

E a profecia da Palavra de Deus que nos faz lembrar o verdadeiro sentido da Celebração do Natal é essa:

"Pois já nasceu uma criança, Deus nos mandou um menino que será o nosso Rei. Ele será chamado de Conselheiro Maravilhoso, Deus Poderoso, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." Isaías 9:6

Feliz Natal!!!

E pode vestir sua fantasia de Papai Noel e vai praticar seu esporte preferido.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A Poesia do Futebol... Mas não é sobre Futebol!



Pode parecer estranho iniciar meu post com uma foto do Maracanã em festa justamente na semana em que o Sport Club Corinthians Paulista conquistou, com grandes méritos e pela primeira vez a Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Deixo meus sinceros parabéns para o Timão! E para toda a nação corintiana (que vontade de escrever "nassão curintiana, meu!" mas não vou entrar na provocação), especialmente para meus primos e amigos queridos.

Como já abordei anteriormente, esse é um espaço democrático e que, apesar de torcer apaixonadamente pelo campeoníssimo brasileiro, não cabe transformarmos esse fórum num local de debate clubístico sobre futebol. Podemos fazer isso em outras esferas.

Então basta de futebol por hoje...

Quero apresentar-lhes um texto que produzi em meados de 2008, quando, apesar de ser brasiliense e já saber que corria em mim sangue carioca, pude viver de forma intensa e repetidas vezes o ritual de ir ao Maracanã.

Eu queria também falar que, cada vez que releio o texto, o coração acelera, as fortes emoções retornam... mas seria super clichê e talvez a leitura não te cause a mesma sensação, o que tornariam piegas essas linhas. Com vocês:

Início de tarde de um domingo de sol no Rio de Janeiro. Já fomos à praia em Ipanema, mas nem voltamos para casa. Um banho de mar e um galeto na esquina, qualquer esquina. De lá, direto para o metrô em Copacabana.

E se antes só percebíamos burburinhos na rua, na praia e algumas camisas isoladas, ao entrar na estação do metrô a sonoridade de alguns cantos e urros ecoando nas paredes frias nos relembravam o calor das grandes paixões.

Esse calor pode ser percebido não apenas em razão dos 40°C carioca, mas pelos 40 cariocas no metro quadrado apertando-se dentro do metrô. E não apenas se apertando, mas compartilhando seu amor, seu suor... Gritando e transpirando, com sua camisa favorita colada ao peito.

Estamos nos dirigindo ao Estádio Mário Filho, mundialmente conhecido por Maracanã, para assistir a uma partida de futebol.

Mas que poder move esse aglomerado de homens? Certamente que eles são a imensa maioria, mas porque não dizer também essa massa de mulheres? Quem trocaria o frescor das águas geladas e o delicioso mate gelado nas areias da praia de Ipanema por acotovelar-se em meio a brados de guerra?

Decidi então me afastar e manter-me como espectador privilegiado, não do clássico, mas das multidões. E por alguns instantes certo pavor tomou conta de mim, vindo pensamentos de que em poucos segundos explodiriam todos ali em êxtase e em rompantes incontroláveis de prazer ou loucura. Mas percebi que o movimento desorganizado conseguia manter-se com certa lógica e harmonia.

Ainda dentro da estação do metrô, sem que a partida estivesse iniciada, e para falar a verdade, no mínimo três horas antes dela, torcedores gritavam e cantavam seus hinos a plenos pulmões. Um gasto de energia e uma desinibição como não se vêem em óperas ou teatros da cidade.


Como espectador, miro os torcedores mais próximos de mim e tento imaginá-los com ternos e gravatas, jalecos, em seus consultórios...

Olho à minha direita e vejo um casal, quem sabe um psiquiatra (que na sexta-feira mesmo receitou tranqüilizantes para o jovem que não conseguia concentrar-se nos estudos e tinha insônia durante a madrugada agitado pensando nas tarefas do dia) e uma enfermeira (que no plantão noturno andava a passos silenciosos e acordava com sussurros seus pacientes para medicá-los e medir a pressão). Ambos com olhos esbugalhados, batimentos acima de 90% da freqüência cardíaca máxima, conversando através de frases desconexas e entremeadas com números e o nome de seu time, inquietos sem fixar o olhar e os pés em um só lugar. Talvez o tranqüilizante lhe coubesse agora, e a pressão da enfermeira alertaria o serviço de emergência do hospital em que ela trabalha. Mas isso lhes dá prazer... Não trocariam por nada. E vejam bem: ainda estão dentro do metrô.

Desembarcamos ainda aos empurrões e levados pela multidão praticamente paramos diante dos portões do maior estádio do mundo. Ecoam cantos e coros. Tremulam bandeiras. Ainda como espectador, faço um exercício de imaginar o que poderiam estar esperando dentro desses portões: talvez uma cartela premiada da loteria para cada um? Ou um carro 0km? Poderia ser ainda a esposa ou o marido perfeito! Um mago revelando o segredo da felicidade eterna...

Mas não! O que os espera são 22 jogadores, fantasiados com roupas coloridas e listradas. 03 indivíduos totalmente de preto (macabro não?). E uma bola... Coitada, só para ser chutada.

Essa empolgação dura por 90 minutos. Gritos, choros, provocações. Homens e mulheres que durante a semana se disfarçam de pessoas contidas, tímidas e pacatas transformam-se em cantores, guerreiros, atletas que ensandecidos emitem todos os tipos de sons e pulam das mais variadas formas.

E em segundos vão da extrema alegria à profunda angústia, e ainda assim se recuperam com o fato de um chute da bola na trave adversária.

Ao final, parece que o movimento se acalma, e então percebo que, na verdade, somente metade das pessoas arrasta-se cabisbaixa de volta aos seus habitat, todo o resto, como veio volta...